Deputado federal diz que ficou ‘surpreso’ ao ser alvo da nova fase da operação nesta terça (13)
O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) disse que ficou “surpreso” ao ser alvo de mandados de busca e apreensão pela Polícia Federal (PF) na manhã desta terça-feira (13), na nona fase da Operação Overclean. Em nota enviada à imprensa ele nega todas as acusações quanto ao suposto envolvimento em desvio de emendas parlamentares e recebimento de propinas.
“O deputado reitera que jamais negociou a execução de emendas parlamentares, nunca indicou empresas e não exerce qualquer função de ordenador de despesas. O papel do parlamentar sempre se limitou à apresentação de emendas, com o objetivo de assegurar recursos federais aos municípios que representa na Bahia”, diz um trecho da nota.
Segundo Félix Mendonça Jr., a realização de nova investigação causou “estranhamento”, pois não existiriam fatos novos que justificassem a medida. Ele lembrou que em junho de 2025 foi alvo da quarta fase da operação, que segundo ele seria com “essa mesma finalidade”.
Apesar de afirmar ter confiança na Justiça, o parlamentar apontou a “morosidade” da investigação. “Investigações dessa natureza comprometem reputações e causam prejuízos políticos, especialmente em ano eleitoral, motivo pelo qual defende que a apuração ocorra de forma célere e responsável”, declarou em nota.
Ele diz que tem colaborado integralmente com as investigações por meio dos seus advogados, José Eduardo Rangel de Alckmin e Sebastian Borges de Albuquerque Mello e que segue à inteira disposição da Justiça. O deputado afirma que, ao final das investigações, sua inocência será “plenamente confirmada”.
Félix Mendonça Jr. diz que em seu quarto mandato sempre pautou sua atuação pela legalidade, transparência e respeito absoluto às instituições.
Entenda o caso
A PF aponta que Félix Mendonça Jr. teria participado ativamente de um esquema de desvio de emendas parlamentares. Na manhã desta terça-feira (13), agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência oficial do parlamentar em Salvador, localizado no Corredor da Vitória e em seu escritório, na região da Vasco da Gama.
Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos municípios de Salvador, Vera Cruz e Mata de São João. O ministro Nunes Marques determinou o bloqueio de cerca de R$ 24 milhões em contas bancárias de todos os investigados.
Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados