O senador Angelo Coronel (PSD) afirmou, em entrevista à Baiana FM nesta sexta-feira (30), que pretende continuar no PSD e disputar a reeleição pela sigla, mas deixou claro que sua permanência no partido depende de reconhecimento e acolhimento político. Segundo o parlamentar, não faz sentido integrar um grupo onde não se sinta desejado ou respeitado.
“Eu fico lisonjeado que o outro lado abre espaço para Coronel e coloca Coronel sempre nas rodas de conversa para discutir assuntos políticos na Bahia, coisa que não acontece do lado de cá. Espero continuar no PSD, quero ser candidato pelo PSD e não quero sair”, declarou.
Apesar do desejo de permanecer na legenda, Coronel adotou um tom direto ao afirmar que não pretende insistir caso seja preterido na base do Governo. Para ilustrar a situação, o senador comparou o cenário político a uma relação conjugal. “Isso é igual a casamento. Se você está casado e não quer mais, a gente é obrigado a ficar. Só posso ficar onde me querem e me aceitam”, disse.
O senador também demonstrou preocupação com o ambiente político dentro do grupo ao qual pertence, afirmando que não pretende permanecer em espaços onde possa sofrer hostilidades. “Não posso estar num grupo onde não me querem, podendo chegar num evento e ser hostilizado pelos mais fanáticos”, completou.
Angelo Coronel voltou a comentar sobre o diálogo frequente que mantém com o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), que é pré-candidato ao Palácio de Ondina. Segundo ele, os encontros são de conhecimento público e ocorrem de forma respeitosa, sem avanço nas discussões políticas enquanto ele permanecer no PSD.
“Sempre me encontro com Neto, não é segredo para a Bahia. Mas Neto diz: ‘vamos conversar política no dia que você sair’. Ele respeita o espaço onde eu estou”, afirmou. O senador acrescentou que a mesma postura é adotada por Bruno Reis, prefeito de Salvador. “Sempre que converso com ele e com Bruno, eles respeitam”, pontuou.
Ao final, Coronel criticou especulações antecipadas sobre seu futuro político e defendeu cautela diante do cenário ainda indefinido. “Para quê ficar com futurologia? É aguardar o desfecho cá”, concluiu.
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