O ex-deputado federal Marcelo Nilo (Republicanos) disse que recusou a proposta de assumir temporariamente uma cadeira na Câmara dos Deputados no lugar de Alex Santana (Republicanos), que se licenciaria do mandato para ocupar o cargo de secretário particular do prefeito Bruno Reis (União Brasil).
“ACM Neto conversou comigo e Bruno Reis conversou comigo para eu ser deputado federal por nove meses. Eu disse que não aceitaria. Não aceito”, contou Nilo em entrevista à rádio CBN Salvador, nesta quinta-feira (12).
Ele resiste à tese de o mandato federal ser uma compensação para a retirada da sua pré-candidatura ao Senado, que ele pretende manter mesmo de forma avulsa.
“Eu prefiro sair candidato a senador avulso pelo Democracia Cristã e apoiar Neto para governador. Se eu apoiar Coronel e João Roma sem estar na chapa, na minha visão eu estarei perdendo minha dignidade”, disse, ao reiterar que não apoiará o senador Angelo Coronel.
“Eu não tenho condições de votar em Angelo Coronel sem estar na chapa. Eu gosto dele como pessoa, mas pelo passado que nós tivemos eu não posso apoiar apenas pelos ‘bonitos olhos’”.
Nilo avalia deixar o Republicanos caso não tenha legenda para disputar o Senado. “Se eles não me garantirem a vaga de senador, vou ter que avaliar meu caminho. Se o Republicanos garantir, nós vamos conversar com a direção nacional [….] Se eu for avulso para o Senado e perder, encerro minha carreira com dignidade”.
Ele diz que deseja chegar ao Senado para assinar o impeachment dos ministros Alexandre Moraes e Dias Toffoli. “Eu quero ser senador para, no primeiro ato, assinar pedido de impeachment de ministros do Supremo. É inaceitável a situação”.
Foto: Reprodução/ Instagram Marcelo Nilo