O presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, revelou, no domingo (1º), durante entrevista ao Canal Livre da Band, que o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), deseja encontrar Flávio Bolsonaro (PL). A declaração do líder partidário ocorreu após anotações do presidenciável serem vazadas na imprensa.
Na declaração, Costa Neto ainda comentou as articulações políticas do partido na Bahia e avaliou o cenário eleitoral do Estado.
“Ele [ACM Neto] já declarou, quando eu estava na Bahia semana passada, ele já declarou que quer conversar com Flávio”, disse Valdemar.
Conforme avaliou Costa Neto, o ex-prefeito cometeu um erro na última eleição ao governo do Estado, em 2022, que custou a vitória: não apoiar abertamente um candidato à presidência, deixando fazendo uma campanha do “tanto faz”. “O ACM Neto cometeu um erro muito grave na eleição passada, ele não tinha candidato à Presidência da República, ele fez muito mal de fazer isso, ele agora tem uma situação diferente, ele está bem cotado”, declarou.
Para o presidente do PL, devido aos escândalos envolvendo o Banco Master que apontam nomes importantes do PT na Bahia, além de outras investigações envolvendo o governo Lula, a eleição está “ganha”.
“Nós vamos levar alguma vantagem, nós temos, por exemplo, um Neto, que na minha opinião está com a eleição ganha, hoje na Bahia, eles têm muitos problemas na Bahia, inclusive o Banco Master começou a operar na Bahia, no governo Rui Costa”, completou.
Na última semana, um documento vazado do senador Flávio Bolsonaro revelou os bastidores da política, especialmente as estratégias do filho de Jair Bolsonaro para concorrer às eleições presidenciais. Segundo as anotações, o senador do Rio de janeiro idealizou cenários para cada estado, apontando nomes com quem pode articular para as eleições de outubro.
Segundo o conteúdo vazado, na Bahia, o senador destaca o nome de ACM Neto como possível candidato ao governo estadual, mas se mostra cauteloso nas negociações antes da definição do palanque. Para o Senado, o documento cita apenas João Roma (PL).
Crédito Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES