Para a deputada federal, oposição fomenta com a proposta uma “situação de conflito entre os poderes”
A deputada federal Lídice da Mata (PSB) classificou como “ato de provocação” as articulações da oposição na Câmara para aprovar o PL da Anistia em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.
Para Lídice, é “inaceitável” que um projeto de anistia esteja sendo debatido na casa legislativa. A deputada avalia que a estratégia dos apoiadores de Jair Bolsonaro é de criar uma “situação de conflito entre os poderes” a fim de instaurar uma crise política no país.
“Eu acho que ele é tão acintoso em relação ao Supremo Tribunal e à Constituição Brasileira que é um gesto de provocação. Você querer impor uma anistia quando um processo está em curso, em julgamento no Supremo Tribunal. É inaceitável. Eu acho que o sentido é de querer criar uma situação de conflito com os poderes e sustentar uma crise política. Por isso que eu digo que é mais um ato de provocação do que de eficácia”, afirmou a parlamentar, nesta quinta-feira (4), em entrevista à imprensa.
Questionada sobre o PL da Anistia ter avançado na Câmara, Lídice desconversou sobre o tema. “Está avançando e não está”, pontuou durante a entrega de viaturas destinadas às forças de Segurança Pública pelo Governo da Bahia, no bairro de Piatã, em Salvador.
PL da Anistia
Informações do O GLOBO revelaram na noite de quarta-feira (3) que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freita (republicanos) e os presidentes do presidentes do PP, senador Ciro Nogueira, e do Republicanos, deputado Marcos Pereira, se reuniram para destravar o projeto de lei que concede anistia aos envolvidos do 8 de janeiro. A proposta tem como potencial beneficiar Jair Bolsonaro, que caso seja condenado pelo STF, pode ser sentenciado à pena máxima de mais de 40 anos de prisão.
O julgamento de Jair Bolsonaro e mais sete réus do núcleo 1 da trama golpista foi iniciado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira (3).
O primeiro dia foi marcado pelas sustentações dos advogados do ex-presidente e de ex-ministros.
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