Bahia Brasil
terça-feira 24 de fevereiro de 2026

Ireuda critica baixa presença feminina na política

O Brasil celebra, neste 24 de fevereiro, o Dia da Conquista do Voto Feminino, marco histórico que simboliza a luta das mulheres por cidadania plena e participação política. A data remete ao ano de 1932, quando o então presidente Getúlio Vargas promulgou o Código Eleitoral que garantiu às mulheres o direito ao voto no país. A vereadora Ireuda Silva (Republicanos), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara Municipal de Salvador, ressalta que a conquista foi fruto de décadas de mobilização lideradas por mulheres corajosas, como Bertha Lutz, uma das principais articuladoras do movimento sufragista brasileiro.

“O direito ao voto foi uma vitória histórica, mas também o início de uma caminhada por mais espaço e representatividade. Não basta votar, é preciso ocupar os espaços de poder”, afirma Ireuda.

Antes de 1932, as mulheres brasileiras eram oficialmente excluídas do processo eleitoral. A pressão dos movimentos feministas no início do século XX foi decisiva para mudar esse cenário. Inicialmente, o voto feminino era facultativo e restrito às mulheres casadas (com autorização do marido), viúvas e solteiras com renda própria. Somente com a Constituição de 1934 o direito passou a ser ampliado. Décadas depois, a Constituição de 1988 consolidou o princípio da igualdade entre homens e mulheres na vida política e civil.

Apesar dos avanços, os dados mostram que a presença feminina na política ainda está longe da igualdade. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as mulheres representam mais de 52% do eleitorado brasileiro, mas ocupam cerca de 18% das cadeiras na Câmara dos Deputados e aproximadamente 15% nas câmaras municipais do país.

Na Bahia, o cenário não é diferente. Ireuda destaca que, embora as mulheres sejam maioria da população, ainda enfrentam barreiras estruturais, violência política de gênero e desigualdade no financiamento de campanhas. “A conquista do voto nos lembra que direitos não são concessões, são frutos de luta. Hoje precisamos garantir que mais mulheres, especialmente mulheres negras, estejam nos espaços de decisão. A data de hoje expõe uma sub-representação das mulheres na política”, pontua a vereadora. “O voto feminino carrega a memória das que vieram antes de nós. Honrar essa história é seguir lutando por igualdade real, respeito e justiça social”, conclui.

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