O secretário da Secretaria de Relações Institucionais da Bahia, Adolpho Loyola, rebateu nesta quinta-feira (9) as críticas do prefeito Bruno Reis sobre a formação da chapa proporcional do grupo governista e afirmou que há um debate político estruturado, não baseado apenas em interesses momentâneos.
“As pessoas, algumas pessoas, tratam partidos como partidos de aluguel. Nós temos os partidos que estão conosco, tem projeto de desenvolvimento. Nós fizemos um debate com eles programático, não é pragmático, além de ter o pragmatismo também, certo? Os deputados que se mexeram, as candidaturas que se mexeram, eles se mexem”, disse.
Loyola também destacou que não há imposições dentro do grupo e que os próprios parlamentares participaram das definições. “Aqui nós não temos chefe, nem posição a nada. Nós estamos conversando com os deputados, eles se aglomeraram com a coordenação da gente, onde é que eles se sentiriam melhor”, afirmou.
Segundo ele, houve uma construção equilibrada entre diferentes espectros políticos. “Então, nós fizemos uma escolha, fizemos uma escolha dos partidos de direita e esquerda, e estamos agora com os partidos aqui preparados. Mas nós cuidamos da nossa, nosso quintal, eles cuidam do dele”, completou.
Na ocasião, Loyola avaliou como positiva a montagem da chapa proporcional do grupo governista e afirmou que a base saiu fortalecida para a disputa eleitoral.
“São mínimos, o governo saiu fortalecido. Nós mantivemos uma base com 40 deputados estaduais, nós elegemos 31, então nós estamos saindo com 40, indo para a reeleição, fora, as nossas chapas são muito mais robustas”, disse.
Segundo ele, as mudanças no cenário político também contribuíram para esse resultado. “Com essa nova reforma política, os partidos se concentraram mais, então nós também saímos com o número maior de deputados federais, da última eleição de 22 para cá, os partidos foram feitos e coordenados para isso”, afirmou.
Entenda
O prefeito de Salvador criticou a organização das chapas do PT e afirmou que a base governista enfrenta dificuldades na articulação política, durante evento “Unidos para Mudar a Bahia” nesta terça-feira (7).
O gestor classificou como “má arrumação” a condução do processo e que evidenciou as “atrapalhadas” dos petistas. Na avaliação do prefeito, a base do governador Jerônimo Rodrigues perdeu apoio de partidos aliados e deve sofrer novas baixas até o período das convenções.
“Perderam o Podemos, vão perder o PRD, o Solidariedade e até as convenções, pode inclusive ainda ter mais baixas”, declarou e classificou como “incapacidade, falta de habilidade”.
Crédito: Thuane Maria/GOVBA