Como está fora do país e com paradeiro considerado ‘incerto’, ex-deputado foi citado pela Polícia Federal em decisão publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (16)
A Polícia Federal (PF) notificou o ex-deputado Eduardo Bolsonaro para que ele se defenda no processo disciplinar que investiga o abandono de seu cargo de escrivão da corporação. Como o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro está fora do país e a PF classifica seu atual paradeiro como “incerto e não sabido”, a citação foi feita em decisão publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (16). Agora, ele tem um prazo de 15 dias para se manifestar.
A corporação alerta que, se Eduardo não apresentar sua defesa dentro do prazo, o processo seguirá normalmente sem a sua versão dos fatos — a chamada “revelia”.
Eduardo Bolsonaro ingressou na PF por meio de concurso público em 2010. Em dezembro do ano passado, após perder o seu mandato de deputado federal, a corporação o convocou para reassumir suas funções.
No entanto, o ex-parlamentar está nos Estados Unidos desde o início de 2025 e não compareceu ao trabalho no Brasil. Diante das faltas seguidas e sem justificativa, a PF abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). O abandono de emprego é considerado uma infração grave, e, ao fim da investigação, a punição máxima prevista é a perda definitiva do cargo público.
Durante a fase de coleta de provas, a Corregedoria da PF no Rio de Janeiro decidiu afastar Eduardo preventivamente do cargo e determinou um prazo de até cinco dias para que ele entregue sua arma de fogo e a carteira funcional (o distintivo). A corporação também exigiu que ele informasse um endereço atualizado onde pudesse ser localizado.
Crédito Foto: Pedro França / Agência Senado