O presidente do PL na Bahia, João Roma, afirmou em entrevista ao Jornal da Bahia no Ar nesta quinta-feira (7) que o desgaste do governo estadual do PT contribuiu para a reorganização das forças de oposição na Bahia, incluindo sua reaproximação com ACM Neto. Segundo ele, o atual cenário político também favoreceu a ampliação da aliança oposicionista no estado.
“Esse desgaste do PT propiciou uma mudança muito ampla da nossa chapa. Ocorreu minha reaproximação com ACM Neto. Essas disputas do PT pelo espaço colocaram Coronel no nosso campo. Agora contamos com Zé Cocá, que era totalmente cortejado por eles. Do lado de cá, conseguimos fazer todo dever de casa”, declarou.
Roma também criticou a gestão estadual e afirmou que o governo petista não conseguiu cumprir promessas feitas à população baiana. Para ele, áreas consideradas essenciais seguem apresentando problemas estruturais, especialmente na segurança pública.
“Aqui na Bahia o governo do PT não tem entregado as suas promessas, não conseguiu melhorar a vida do povo baiano. Os quesitos ficam latentes. A começar pela segurança pública, que é um ponto sensível”, afirmou.
O dirigente do PL ainda apontou dificuldades políticas internas dentro do grupo governista. Segundo ele, há sinais claros de desgaste entre importantes lideranças petistas no estado, o que, em sua avaliação, compromete o avanço de projetos administrativos.
“Não há respaldo político para que as coisas avancem. Isso reflete um período onde começam a ter muitos problemas internos. Você vê um distanciamento muito claro entre Wagner e Rui”, disse, em referência aos senadores Jaques Wagner e Rui Costa.
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