Bahia Brasil
quarta-feira 17 de junho de 2026

Lima bancou camarote de R$ 63 mil em show na Califórnia a Jaques e parentes

A Polícia Federal afirma que Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, pagou ao líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), as despesas de um “show de cantora internacional” na Califórnia, nos Estados Unidos, a um custo de R$ 63,3 mil.

Segundo a corporação, o parlamentar e quatro parentes teriam recebido ingressos para o camarote do referido show em junho de 2023. O relato está na decisão do ministro André Mendonça que autorizou mandados de busca e apreensão contra o petista.

O despacho não especifica de quem seria o show, mas contém relatos de conversas de Jaques com Augusto Lima, que foi sócio do Banco Master e é um dos alvos da operação da PF desta quinta-feira (18).

“Em 23/11/2023, JAQUES questionou AUGUSTO sobre os “ingressos de sábado” (no caso, dia 25/11/2023), tendo recebido os arquivos de ingressos para camarote. Posteriormente, solicitou ampliação do número de entradas para cinco pessoas, ao que AUGUSTO respondeu: “Pronto amigo. Seguem os outros dois. Abs.””, relata o ministro na decisão.

O pagamento teria sido realizado pela Reag Investimento, gestora ligada à teia de fraudes do Banco Master, segundo a PF. “A aquisição dos bilhetes, que também foi objeto de diálogo envolvendo JOÃO CARLOS MANSUR, teria sido realizada pela empresa REAG Investimentos S.A”, cita o ministro.

Jaques Wagner e Augusto Lima foram alvos da 9ª fase da operação Compliance Zero deflagrada nesta quinta-feira (18) pela PF (Polícia Federal). Ao todo, são cumpridos 18 mandados, expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal), nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Além de busca e apreensão, também estão sendo cumpridas medidas cautelares diversas da prisão, como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaporte.

São investigados os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Em nota, a defesa de Augusto Lima classifica a operação como “desnecessária” e diz que “Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração”.

“De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos. Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”, afirmou.

Crédito Foto: Vaner Casaes / ALBA

Veja Também

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *