O debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1 ganhou novos desdobramentos econômicos nesta quarta-feira (2) após projeções indicarem um impacto financeiro
O debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1 ganhou novos desdobramentos econômicos nesta quarta-feira (2) após projeções indicarem um impacto financeiro expressivo para a gestão pública municipal.
A proposta em tramitação no Senado prevê a redução gradual da jornada máxima de 44 para 42 horas semanais em um prazo de 60 dias, e para 40 horas semanais em 12 meses, garantindo duas folgas semanais sem redução salarial.
Impacto nos serviços públicos essenciais
Segundo levantamento apresentado durante o Jornal da Band, a necessidade de contratação de novos servidores para cobrir as escalas de serviços contínuos elevaria as despesas municipais em média 7,4%, o que representa cerca de R$ 19 bilhões aos cofres públicos. Setores como transporte coletivo, limpeza urbana, unidades de saúde e atendimento de urgência seriam os mais pressionados pelo aumento de custos.
Sebastião Melo, presidente da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), alerta que muitas prefeituras já enfrentam restrições orçamentárias e endividamento. De acordo com a avaliação, a necessidade de redobrar equipes de motoristas, cobradores e profissionais de atendimento para manter as tabelas de horários operantes resultará em reflexos diretos na prestação dos serviços à população.
Posição das entidades e próximos passos
Diante do avanço da discussão no Congresso Nacional, a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos encomendou um relatório detalhado a uma consultoria econômica para mensurar os reflexos fiscais da medida nos municípios. O levantamento aponta que a transição exige planejamento financeiro rigoroso para evitar o comprometimento de investimentos básicos e a manutenção de serviços essenciais nas cidades.
Crédito Imagem: Letícia Moreira/Folhapress