Governador afirma que não trabalha com hipótese de derrota do presidente e associa continuidade de investimentos federais à reeleição do petista
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou neste domingo (25) que não trabalha com a possibilidade de derrota do presidente Lula no segundo turno das eleições presidenciais. Reeleito governador no primeiro turno, Jerônimo votou no Colégio Estadual de Tempo Integral Luiz Viana, no bairro de Brotas, em Salvador, e declarou que a continuidade de projetos estratégicos para a Bahia depende da parceria com o governo federal. “Eu preciso do Lula. Não tem outra opção”, disse. O governador citou a ampliação de hospitais, escolas de tempo integral, obras de infraestrutura e investimentos em abastecimento de água como prioridades de seu novo mandato.
Questionado sobre a disputa pelos votos nordestinos, Jerônimo afirmou que a região deverá ter papel decisivo no resultado da eleição. O governador reagiu a declarações de adversários sobre indicadores sociais do Nordeste e defendeu os investimentos federais no combate à fome, na educação, na saúde e no acesso à água. “O Nordeste é grato ao que o Lula fez. É gratidão”, declarou. Segundo ele, a região reconhece as políticas públicas implementadas nos governos petistas e deverá contribuir para a votação do presidente. Jerônimo também relacionou a disputa eleitoral à continuidade de obras como a Ponte Salvador-Itaparica, rodovias e ferrovias.
O governador informou ainda que procurou o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) durante a semana para oferecer apoio do Estado à realização do segundo turno, incluindo transporte, segurança e atendimento de saúde. Disse esperar que a Justiça Eleitoral saia fortalecida do processo e reafirmou sua confiança na vitória de Lula, sem apresentar uma alternativa administrativa para uma eventual derrota. “Eu não trabalho com a suposição do Lula não ganhar”, afirmou. Jerônimo disse que acompanhará a apuração e pretende participar de um ato político no Rio Vermelho, em Salvador, após o encerramento da votação.