Ao votar neste domingo (25), em Salvador, o senador eleito Rui Costa (PT), ex-ministro da Casa Civil do presidente Lula, fez duras críticas ao bolsonarismo, associou o movimento à violência política e afirmou que o segundo turno representa uma escolha decisiva para a democracia brasileira. Em entrevista à imprensa no Colégio Estadual Luiz Viana Filho, no bairro de Brotas, Rui relatou episódios de agressões envolvendo apoiadores de Bolsonaro, incluindo um caso de violência contra um adolescente. “Essa é a característica, é a essência do bolsonarismo. É a violência”, declarou. O petista também criticou o uso de armas para intimidar adversários e denunciou ataques a jornalistas durante a campanha eleitoral.
Ao avaliar a disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), Rui demonstrou confiança na reeleição do presidente e afirmou que a mobilização popular ganhou força na reta final da campanha. Segundo Rui, o crescimento do comparecimento às urnas, especialmente no Nordeste, pode ser determinante para o resultado. O senador eleito destacou que, na Bahia, a votação também envolve a continuidade de investimentos federais em infraestrutura, saúde e educação, citando projetos como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), o Porto Sul, a Ponte Salvador-Itaparica, o metrô, o VLT e a construção de hospitais e institutos federais. “O que está em jogo na eleição de hoje é o futuro do Brasil”, afirmou.
Rui também atacou o desempenho de Flávio Bolsonaro no último debate presidencial, acusando o adversário de Lula de apresentar informações falsas sobre investimentos públicos, obras e educação em tempo integral. Para o senador eleito, a campanha expôs diferenças que ultrapassam a disputa partidária e envolvem o respeito às instituições, à liberdade de imprensa e aos valores democráticos. Rui afirmou que a mobilização nas ruas transformou a reta final da eleição e sustentou que o país enfrenta um divisor de águas. “O que está na alma desse povo é violência, é preconceito, é racismo”, disse, em referência aos bolsonaristas, ao defender que jornalistas possam trabalhar sem ameaças, perseguições ou agressões.