Bahia Brasil
quinta-feira 5 de novembro de 2026

Em aceno ao mercado, Lula ajusta o tom e defende responsabilidade fiscal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a fazer sinalizações ao mercado financeiro após semanas de pressão por medidas que garantam o equilíbrio das contas públicas. O mercado reagiu muito mal nas últimas semanas ao resultado das eleições presidenciais e vem registrando índices negativos desde a vitória do petista.

Nesse período, a bolsa de valores perdeu mais de 30 mil pontos. O dólar, que estava abaixo de R$ 5, disparou e encerrou a quinta-feira (5/11) no patamar de R$ 5,48.

Somado ao cenário, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano, interrompendo um ciclo de cortes. O colegiado aponta a política fiscal do governo como um fator para a decisão.

Pressionado, Lula falou pela primeira vez sobre o tema nessa quinta durante uma reunião no Palácio do Planalto. Sem citar as tensões com o mercado, ele defendeu que é preciso ter “seriedade” e responsabilidade jurídica e fiscal para atrair investimentos para o Brasil.

Ele também afirmou que a atração de capital depende de uma “economia arrumada”.

A declaração sinaliza um ajuste de tom em relação à postura adotada ao longo do mandato e da campanha eleitoral. Em discursos, Lula costuma fazer duras críticas à Faria Lima, embora tenha dito repetidas vezes que tem compromisso com a responsabilidade fiscal.

Historicamente, o titular do Planalto defende equilibrar a política econômica da gestão com gastos no social.

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