Vereadora diz que irregularidades apontadas pelo Ministério Público envolvem período superior a uma década
A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) afirmou que a operação realizada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPE), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), reforça a necessidade de uma apuração rigorosa sobre os contratos investigados envolvendo a Prefeitura de Salvador.
Segundo a parlamentar, os fatos apurados exigem transparência por parte da administração municipal. “Esse esquema de fraudes licitatórias, peculato, lavagem de dinheiro e corrupção, descoberto pelo MPE precisa ser apurado com todo o rigor que o caso exige. São mais de R$ 38 milhões de recursos públicos envolvidos e a Prefeitura tem que agir com transparência, abrindo todas as informações para permitir que a investigação desarticule totalmente o esquema criminoso”, declarou Aladilce, uma das idealizadoras do movimento SOS Áreas Verdes.
A vereadora destacou ainda que a participação de agentes do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), da Polícia Civil da Bahia, evidencia a relevância das apurações em curso. Ela também ressaltou as medidas determinadas pela juíza Martha Carneiro Terrin e Souza, da 3ª Vara das Garantias de Salvador, entre elas o afastamento do secretário municipal de Articulação Comunitária, Luciano Sandes, e de outros agentes públicos investigados.
“Há muito tempo que estamos denunciando as irregularidades na gestão, sobretudo com relação ao planejamento urbano de Salvador”, afirmou Aladilce.
Na avaliação da vereadora, a investigação também levanta questionamentos sobre a continuidade das supostas irregularidades ao longo de diferentes administrações municipais, num período superior a uma década.
Fonte da notícia: Assessoria da vereadora
Foto: Antonio Queirós