Fotos: Valter Pontes / Secom PMS
Reportagem: Gilvan Santos e Rodrigo Aguiar / Secom PMS
O prefeito de Salvador, Bruno Reis, participou na manhã desta quarta-feira (15) da abertura da Bienal do Livro Bahia 2026, no Centro de Convenções da capital baiana, na orla da Boca do Rio. A Prefeitura é patrocinadora máster do evento, que acontece até a próxima terça-feira (21) e deve receber cerca de 120 mil pessoas.
Além de acesso gratuito para os professores da rede municipal de ensino, a gestão distribuirá vales-livro para os 10 mil alunos que visitarão a Bienal neste período, para fomentar o hábito da leitura entre os jovens. Cada estudante receberá um vale-livro no valor de R$ 40, ampliando o acesso às obras.
Resultado de uma parceria entre o evento e a Secretaria Municipal de Educação (Smed), a iniciativa conta com um sistema de revezamento organizado pela pasta, garantindo que diferentes grupos de alunos tenham a oportunidade de participar a cada edição da Bienal.
O Município também levará ações culturais ao evento, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult). Um exemplo é a ativação Mundo Encantado da Criança. Inspirado no espaço presente no Centro de Interpretação da Mata Atlântica, no Bonfim, o stand convida crianças, familiares e educadores a vivenciarem a leitura como uma experiência imersiva, sensorial, afetiva e coletiva.
A Prefeitura, por meio da Fundação Gregório de Mattos (FGM), também vai promover apresentações, espetáculos, lançamentos de livros, contações de histórias e oficinas, preenchendo a grade da Bienal ao longo dos sete dias de evento.
Durante a cerimônia de abertura da Bienal, o prefeito destacou a importância do Centro de Convenções para o retorno do evento à capital baiana, em 2022. “Tinha nove anos que a Bienal do Livro não acontecia em Salvador, por falta de um equipamento como esse que nós temos hoje. Não havia um lugar na cidade para realizar um evento dessa magnitude, e hoje temos o Centro de Convenções municipal”, afirmou Bruno Reis.
Segundo o gestor, a Bienal já pode ser considerada um evento consolidado no calendário soteropolitano. “Temos grandes escritores e intelectuais que nos tornaram referência no Brasil e no mundo. Então, que esse evento sirva para ser um símbolo, estimular ainda mais a leitura e a escrita, a cultura e a educação em nossa cidade. Estou muito feliz em participar da abertura e em ajudar. Desde 2022 a Bienal voltou a Salvador, e agora volta para ficar”, disse.
O chefe do Executivo municipal também ressaltou as ações relacionadas à Secretaria Municipal de Educação durante o evento. “Além de patrocinar a Bienal, com uma cota máster, a Prefeitura compra os tíquetes que dão acesso gratuito aos professores e a 10 mil crianças da nossa rede municipal, que também recebem o vale-livro”, pontuou.
Educação, cultura e turismo – Também presente à abertura da Bienal do Livro, a vice-prefeita Ana Paula Matos afirmou que a educação e a cultura ocupam um lugar central na administração soteropolitana. “Ficamos felizes de poder sempre patrocinar a cultura e investir na educação dessa juventude. Estive aqui anteriormente, como secretária de Cultura e Turismo. E agora, como uma pessoa que sempre teve como hobby a leitura, fico encantada de estar aqui novamente. Temos que comemorar o sucesso desse evento, o fato de trazer as crianças das escolas com os vouchers para comprar livros e, de fato, iniciar esse processo de educação pela leitura e de formação cidadã mesmo”, apontou Ana Paula.
O presidente da Fundação Gregório de Mattos, Fernando Guerreiro, classificou a Bienal do Livro não só como uma grande celebração da literatura, mas também de interlocução com outras artes. “Temos as relações da literatura com as outras artes, inclusive este ano com um setor especial sobre isso. Hoje, vários escritores estão tendo suas obras adaptadas para o cinema, o teatro e a TV. Então, é uma grande celebração e uma grande festa, para conseguirmos retomar esse hábito tão importante que é a leitura”, disse o presidente da FGM.
Diretor de Turismo da Secretaria de Cultura e Turismo, Gegê Magalhães afirmou que a Bienal do Livro também ajuda a atrair visitantes para a capital baiana. “Um evento dessa magnitude é importante não só para a cultura, mas para o turismo também, trazendo pessoas de cidades do interior da Bahia, de outros estados, até fora do eixo do Nordeste”, avaliou.
Evento – Em seu discurso, a diretora da Bienal, Tatiana Zaccaro, agradeceu ao apoio dos patrocinadores, incluindo a Prefeitura de Salvador, e destacou a importância da Bahia para a literatura brasileira e também em sua formação como leitora. “Eu me tornei leitora lendo Jorge Amado, lendo Capitães de Areia, que uma professora maravilhosa me apresentou. E hoje, vendo aqui as crianças na visitação escolar, podendo escolher o livro que elas querem levar para casa, eu me vejo começando como leitora”, disse.
A edição de 2026 da Bienal contará com sete dias de programação, um a mais do que em 2024, e deve receber cerca de 120 mil pessoas, número superior às 100 mil da edição anterior. As atividades devem chegar a mais de 100 horas de conteúdo para todos os públicos. As entradas custam R$ 33 (inteira) e R$ 16,50 (meia), e são vendidas apenas no site do evento (bienaldolivrobahia.com.br).