As três últimas pesquisas do Real Time Big Data revelam uma mudança importante no cenário eleitoral baiano. ACM Neto permanece com 44% das intenções de voto nas duas rodadas mais recentes, enquanto o governador Jerônimo Rodrigues apresenta crescimento contínuo: saiu de 35% em novembro de 2025, avançou para 39% em março e agora alcança 42%.
Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, os dois candidatos estão tecnicamente empatados, demonstrando que a disputa está muito mais aberta do que se imaginava há alguns meses.
Para Elmo Vaz, candidato a deputado federal, o aspecto mais relevante não é apenas quem aparece numericamente à frente, mas a direção dos números. Enquanto ACM Neto permanece estável, Jerônimo vem reduzindo gradativamente a diferença.
“Três pesquisas não permitem antecipar o resultado da eleição, mas apontam uma tendência que não pode ser ignorada. A campanha entrou em uma nova fase, marcada pelo equilíbrio e pelo crescimento de Jerônimo”, avalia Elmo.
Outro fator importante é a força política e territorial do grupo governista. Jerônimo conta com o apoio de um número expressivo de prefeitos, vereadores e lideranças distribuídos por todas as regiões da Bahia. Essa estrutura possui grande capacidade de mobilização, especialmente nos pequenos municípios do interior, onde as pesquisas nem sempre conseguem captar com precisão os efeitos das obras e ações realizadas pelo Governo do Estado.
A composição da chapa também poderá fazer diferença. Enquanto a campanha da oposição tende a ficar mais concentrada na presença de ACM Neto, Jerônimo poderá contar simultaneamente com Lula, Rui Costa e Jaques Wagner. A força política individual dessas lideranças amplia a presença do grupo em diferentes palanques e regiões do estado, aumentando sua capacidade de mobilização.
A influência da eleição presidencial também precisa ser considerada. A liderança de Lula na Bahia e o enfraquecimento da candidatura de Flávio no estado podem favorecer Jerônimo, uma vez que muitos eleitores tendem a associar e votar conjuntamente nos candidatos do mesmo campo político.
Elmo reconhece, contudo, que os 20 anos de permanência do mesmo grupo no Governo da Bahia representam um ponto sensível. Apesar dos avanços registrados, principalmente nas áreas de saúde, educação e infraestrutura, existe um desgaste natural provocado pelo longo período no poder.
Por outro lado, Salvador e Feira de Santana, que juntas concentram aproximadamente 30% do eleitorado baiano, também estão há vários anos sob a influência política do grupo liderado por ACM Neto. Portanto, o debate sobre continuidade e renovação poderá atingir os dois lados da disputa.
“As pesquisas acendem um alerta para quem imaginava uma eleição definida. O cenário atual aponta equilíbrio, crescimento de Jerônimo e uma campanha que deverá ser decidida nos detalhes. Ainda é cedo para qualquer conclusão, mas cada ponto percentual, cada liderança e cada município poderão fazer a diferença até o dia da votação”, afirmou Elmo Vaz.
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