Bahia Brasil
quinta-feira 22 de outubro de 2026

Proposta de Flávio Bolsonaro é arrebentar o direito dos trabalhadores, diz Rui Costa

Fotos: Divulgação

Senador eleito na Bahia, Rui Costa falou sobre o receio dos brasileiros do país virar uma Argentina

Durante entrevista nesta quinta-feira (22), o senador eleito pela Bahia, Rui Costa falou sobre as ameaças do candidato Flávio Bolsonaro que assombram o povo brasileiro. “O maior risco é ele arrebentar o direito dos trabalhadores, arrebentar o direito das pessoas mais pobres e transformar o Brasil numa Argentina, ou numa ditadura como o pai dele tentou fazer no dia 8 de janeiro”, avaliou Rui Costa.

“A Argentina perdeu 30 mil empresas no governo de [Javier] Milei, muitas empresas se mudaram para o Brasil. A fome voltou, a miséria chegou com toda força na Argentina. A coordenadora da área econômica da campanha de Flávio disse que vai fazer dois anos de transição para acabar com o Bolsa Família. O candidato Flávio já disse que vai adotar o modelo de Milei. Então, há um receio do povo, do Brasil virar uma Argentina. É um modelo que assusta e que ameaça a democracia”, declarou Rui Costa.

Rui Costa falou também sobre as relações do candidato do PL com pessoas que assaltam o Brasil. “Ele tem uma relação íntima com criminosos, pessoas que estão assaltando o país. Ele tem sociedade com Willer Tomaz, dono de empresas aqui no Brasil e no exterior. A vida dele é toda envolvida com trambiques”, resumiu Rui.

O empresário Willer Tomaz é apontado pela Polícia Federal como sócio oculto ou parceiro em investigações que envolvem o senador Flávio Bolsonaro. Investigadores da PF encontraram no Aeroporto de Brasília o que considera ser uma sala secreta usada para guardar grandes quantias de dinheiro vivo.

Rui também citou a amizade entre Flávio e Adriano da Nóbrega, miliciano morto em confronto com a polícia da Bahia, em 2020. O miliciano recebeu moções de congratulações e a Medalha Tiradentes a partir de indicação do então deputado Flávio Bolsonaro. A mãe de Adriano e a ex-esposa foram nomeadas para cargos comissionados no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj.

O ex-governador da Bahia e ex-ministro da Casa Civil fez um alerta para a população que ainda está indecisa para votar no próximo domingo. Segundo ele, no segundo turno é um período melhor para o eleitor comparar, pesquisar e conhecer melhor os dois candidatos. “São duas alternativas e você faz a escolha pelo que menos desagrada”, disse, reafirmando que a campanha do presidente Lula está mostrando quem realmente é o candidato Flávio Bolsonaro.

Ainda durante a entrevista na rádio Piatã FM, em Salvador, Rui Costa explicou porque Flávio Bolsonaro não aceitou o desafio do presidente Lula, de abrir os sigilos bancário e telefônico. “Ele vem enrolando para que chegue o dia da eleição. O que ele está fazendo é para ganhar tempo, para que a população não conheça o seu grande enriquecimento”, explicou Rui.

Entre os casos suspeitos sobre o patrimônio do senador Flávio Bolsonaro estão a mansão comprada com dinheiro vivo, avaliada em cerca de R$ 6 milhões; o superfaturamento da loja de chocolates, sob a suspeita de ser usada para lavagem de dinheiro; e o caso da rachadinha no seu gabinete.

Em agosto de 2026, ao registrar sua candidatura, Flávio Bolsonaro declarou um patrimônio de R$ 8,18 milhões. Em 2002, quando foi candidato pela primeira vez, seu patrimônio era apenas um carro Gol 1.0, no valor de R$ 25 mil.

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