Em discurso na cidade de Jaguaquara, ex-ministro da Casa Civil defendeu eleição da dupla 130 e 133 para ampliar bancada de apoio a Lula no Senado
“Tem que votar duas vezes, uma vez em cada candidato”. Com uma explicação didática sobre a votação para o Senado, o ex-governador Rui Costa (PT) encerrou o comício do Time de Lula em Jaguaquara, neste sábado (5), pedindo aos eleitores que façam o voto casadinho nos candidatos da chapa governista: Jaques Wagner, número 130, e Rui, 133. Neste ano, como duas vagas estão em disputa, cada eleitor poderá escolher dois candidatos diferentes.
Mais do que uma orientação sobre como votar, Rui deu caráter político ao pedido. O candidato relembrou conversas que teve com o presidente Lula quando comandava a Casa Civil e afirmou que o presidente manifestava a necessidade de ampliar sua base no Congresso para avançar em projetos importantes para o país. Segundo o ex-ministro, foi nesse contexto que Lula incentivou aliados com condições eleitorais a disputar vagas no Senado.
“Você imagina, Rui, se eu tivesse maioria maioria na Câmara e no Senado, quanto mais a gente podia fazer pelo país e pelos brasileiros?”, reproduziu Rui ao contar uma das conversas com Lula.
Rui também alertou para um detalhe que pode provocar confusão na urna. Para o Senado, os números têm três dígitos: 130 para Wagner e 133 para Rui. Se o eleitor digitar apenas o 13 e confirmar, o voto estará cancelado. Ele também explicou que votar duas vezes no mesmo candidato não significa dar dois votos a ele: o segundo voto será anulado. “Então, é bom levar a colinha”, recomendou.
Para Rui, eleger os dois representantes do Time de Lula pela Bahia significa acelerar mudanças e ampliar as condições políticas para aprovação de projetos no Congresso. “Ajudem o Lulinha a fazer o melhor governo da história dele”, pediu Rui Costa, que também trabalha pela reeleição do governador Jerônimo Rodrigues.
O comício em Jaguaquara encerrou a passagem do Time de Lula pelo Vale do Jiquiriçá neste sábado, após agendas em Ubaíra, Santa Inês e Itaquara.
Fotos: Ulisses Dumas/ Divulgação