Bahia Brasil
quinta-feira 20 de agosto de 2026

Wagner defende Jerônimo e critica oposição por críticas à saúde na Bahia

Em entrevista à Rádio Chapada FM, o senador acusou o grupo de ACM Neto de não assumir compromissos na área pelo fato de as despesas serem permanentes

O senador Jaques Wagner (PT) criticou a falta de investimentos em saúde por parte do grupo que faz oposição ao governador Jerônimo Rodrigues e que comanda a Prefeitura de Salvador desde 2013. Em entrevista à Rádio Chapada FM, de Seabra, nesta quinta-feira (20), Wagner explicou que “os que gostam de enganar o povo não gostam de melhorar a saúde” por conta do custo permanente que novos hospitais e policlínicas exigem.

“Os ‘experts’ não gostam, porque a despesa não para no final da obra. Enquanto isso, Jerônimo construiu 15 hospitais novos desde 2023, com mais outros em obra. Além disso, nós temos 27 policlínicas e mais oito em construção”, exaltou o senador.

Wagner justificou a relutância da oposição em assumir compromissos na área por meio de uma comparação com a construção de estradas. Segundo ele, quando o governo pavimenta uma via, a despesa se encerra com a garantia de manutenção por cinco anos. “Mas, quando você faz um hospital ou uma policlínica, é despesa com medicamento, energia, água, oxigênio, médico, enfermeira, técnico de enfermagem, técnico de radiologia. Existe um mundo de coisas por trás”, ponderou.

O senador citou o Hospital Estadual do Litoral Norte, em Alagoinhas, recém-entregue com investimento de cerca de R$ 270 milhões, como exemplo dessa lógica. “O custo de um hospital é praticamente o valor do seu próprio custeio anual. Se você gastou 100 milhões para construir um hospital, você vai gastar praticamente 100 milhões por ano com despesas”, calculou o parlamentar.

“Eles não querem ter que lidar com isso. O ex- governador Rui Costa fez duas policlínicas e entregou de graça para ACM Neto quando ele era prefeito de Salvador. Ele não quis assumir e hoje quem cuida delas ainda é o governo estadual”, acrescentou.

Wagner fechou a entrevista destacando a interiorização da saúde como uma das marcas do Governo da Bahia, sob gestão do PT há quase 20 anos. “Antigamente, as pessoas faziam ‘turismo de saúde’, ou seja, o povo de Seabra tinha que ir para um hospital ou em Feira ou em Salvador”, recordou. Hoje, Wagner lembra que o cidadão do interior tem acesso a cirurgias cardíacas, neurológicas, tratamento oncológico e hemodiálise sem precisar se deslocar para a capital, algo que, para o senador, só foi possível porque “o governo estadual assumiu o custo que a oposição sempre evitou assumir”.

Foto: Divulgação / JW

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