Prefeito de Salvador concedeu entrevista à Rádio Metropole nesta sexta-feira (16)
O prefeito de Bruno Reis (União Brasil) criticou o governo da Bahia e comentar o impasse que impediu a entrega de unidades do programa Minha Casa Minha Vida em Salvador. Em entrevista à Rádio Metropole nesta quarta-feira (15),ele negou responsabilidade da prefeitura e classificou como “deslealdade” a tentativa de atribuir ao município o problema que envolveu o Residencial Zulmira Barros, em Fazenda Grande IV, mesmo com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na capital.
Bruno Reis mencionou durante entrevista ao Jornal da Bahia no Ar que o PT está há duas décadas no poder no estado e que “a Bahia não tem mais tempo a perder”. “As pessoas queriam derrotar o ex-presidente e esqueceram de discutir a realidade da Bahia. São 20 anos no poder. A Bahia não tem mais tempo a perder. Já houve tempo suficiente para tirar projetos do papel”, afirmou.
O prefeito ainda detalhou o episódio que envolveu a não entrega de unidades do programa Minha Casa Minha Vida em Salvador, durante agenda que contaria com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Bruno negou qualquer responsabilidade da prefeitura e afirmou que o problema decorreu de falhas do governo estadual. “Essa foi a maior deslealdade. Política tem limite”, declarou.
Segundo o prefeito, a gestão municipal cumpriu todos os trâmites legais e atuou com agilidade para viabilizar o licenciamento. Ele citou como exemplo processos anteriores, como a liberação da nova rodoviária e intervenções no estádio de Pituaçu, quando, segundo ele, equipes trabalharam inclusive em feriados para evitar prejuízos a cronogramas estaduais. No caso do empreendimento habitacional, Bruno afirmou que documentos essenciais, como o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), só foram entregues no prazo final, o que impediu a autorização legal para a entrega das chaves.
Bruno também negou qualquer interferência política na situação e disse que jamais colocaria disputas acima do interesse da população. “Nunca colocaria questões políticas acima das pessoas. O que houve foram trapalhadas que impediram o cumprimento da agenda”, concluiu.
Crédito Foto: Ana Lúcia Albuquerque