Bahia Brasil
sexta-feira 26 de junho de 2026

Comunidade Pé Preto recebe obras de urbanização e 270 novas moradias populares

Fotos: Valter Pontes / Secom PMS
Texto: Gilvan Santos e Thiago Souza / Secom PMS

A comunidade Pé Preto, localizada no bairro do Nordeste de Amaralina, será beneficiada com um amplo projeto habitacional e de urbanização que prevê a construção de 270 novas moradias para famílias em situação de vulnerabilidade social. A ordem de serviço para o início das obras foi assinada nesta sexta-feira (26) pelo prefeito Bruno Reis, acompanhado do coordenador da Secretaria Nacional de Periferias, do Ministério das Cidades, Daniel Masiero, entre outras autoridades.

A intervenção também contemplará a implantação de infraestrutura urbana completa para a região, com equipamentos comunitários e espaços comerciais, totalizando investimentos de mais de R$ 50 milhões, entre recursos federais e municipais. De acordo com a Superintendência de Obras Públicas (Sucop), o prazo previsto para conclusão é de 14 meses.

“Mais um conjunto habitacional que a Prefeitura constrói. Ao longo dos últimos anos, projetos similares foram desenvolvidos na região do Mané Dendê, nas comunidades do Barro Branco e Guerreira Zeferina. Agora, chegou a vez daqui do Pé Preto, um lugar onde as pessoas moravam em barracos de madeira, sem esgotamento sanitário, sem água e em condições precárias”, destacou o prefeito, acrescentando que o município desenvolveu o projeto e fez a captação dos recursos.

Bruno lembrou que o projeto já havia iniciado, com a primeira etapa feita pela Prefeitura. “Já iniciamos a primeira etapa da obra, que foi a terraplenagem e as contenções do terreno. E hoje estamos aqui para autorizar as construções das habitações. São 270 unidades, com boxes para que os moradores possam comercializar seus produtos, gerando emprego e renda”, afirmou o gestor do Executivo.

Ainda de acordo com o prefeito, as obras se somarão a outros equipamentos já entregues pela gestão recentemente, a exemplo da reconstrução da Escola Municipal Anita Barbuda, a primeira com piscina semiolímpica da rede de ensino da capital, e de um complexo esportivo situado na Avenida Nova República, com campo de gramado sintético, quadra de futevôlei e academia ao ar livre.

Serviços – Elaborado pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), o projeto de urbanização da comunidade do Pé Preto contempla a construção de 270 unidades habitacionais, distribuídas em 19 módulos residenciais. Serão erguidas 262 moradias geminadas, de dois e três quartos, além de oito unidades mistas, destinadas à residência com espaço para comércio.

O projeto inclui ainda 25 boxes comerciais, duas unidades comunitárias, implantação de redes de água e esgoto, drenagem, pavimentação, iluminação pública, entre outras intervenções.

Antes do início desta segunda fase do projeto, a Prefeitura havia investido R$ 7,3 milhões em recursos próprios para a demolição dos imóveis precários que existiam na localidade. Enquanto as obras das habitações são executadas, os moradores contemplados pela iniciativa estão recebendo Aluguel Social e contam com acompanhamento permanente das equipes de assistência social. Além disso, a Prefeitura vai conceder três salários mínimos para cada família comprar móveis.

A presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, ressaltou que o projeto para o Pé Preto foi construído ao longo de três anos em diálogo com os moradores e a partir das necessidades identificadas na comunidade.

“Encontramos famílias vivendo em condições de extrema vulnerabilidade, sem água, sem esgoto e em casas construídas com restos de material, com telha, com plástico e lona. Fizemos um trabalho de escuta, cadastramos as famílias para entender suas realidades e desenvolvemos um projeto pensado em conjunto, para que elas tenham uma nova perspectiva de vida”, disse.

Já o coordenador da Secretaria Nacional de Periferias, Daniel Masiero, elogiou a concepção do projeto.

“Esse processo todo de urbanização do Pé Preto vem já de algum tempo. Embora a gente tenha que assinar hoje uma autorização de início das obras, esta é só mais uma etapa desse processo de infraestrutura. Será um ‘bairro’ completamente novo aqui, livre daquelas condições antigas, e com unidades habitacionais com área comercial junto. Isso é uma inovação muito importante que a Prefeitura idealizou”, avaliou.

Reivindicação atendida – Moradora da comunidade e integrante da Associação de Moradores Nova República, Marilene Santos afirmou que o início das obras representa a realização de uma reivindicação antiga das famílias que viviam no local sob condições precárias.

“Passamos por muitas provas e aflições. As casas eram de tábuas, construídas em cima de dunas de areia. Quando chovia, a gente não conseguia dormir porque a água invadia os imóveis e muitos telhados eram cobertos apenas por plástico. Havia muitas crianças doentes. Vivíamos aqui porque não tínhamos condições de morar em outro lugar”, lembrou.

Marilene contou que, antes do início do projeto, a comunidade recebeu diversas promessas que nunca saíram do papel: “A gente já não aguentava mais. Fizemos um abaixo-assinado, e o prefeito Bruno Reis foi até a comunidade, entrou na minha casa, viu de perto a realidade que a gente vivia e também visitou outras famílias. Ele abraçou essa causa e hoje estamos vendo esse sonho começar a se tornar realidade”, celebrou.

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