Fotos e texto: Ascom Sefaz
Em meio aos desafios econômicos enfrentados pelos municípios brasileiros, Salvador inicia 2026 com a responsabilidade fiscal sólida e a ampliação de recursos para políticas públicas. Os números do Relatório de Gestão Fiscal (RGF) do 1º quadrimestre, apresentado nesta quarta-feira (27) na Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização da Câmara de Vereadores, mostram que a gestão reduziu a dívida, fortaleceu o caixa e, ao mesmo tempo, ampliou os recursos destinados à saúde.
A dívida consolidada do município apresentou redução de R$ 180 milhões em comparação a dezembro de 2025, o equivalente a uma queda de 4,5%. O resultado reflete o esforço contínuo da Prefeitura para manter a sustentabilidade fiscal e ampliar a capacidade de investimento da cidade. Essa redução tem relação direta com as amortizações das operações de crédito externas, que registraram queda de 8,5%.
O relatório aponta ainda que, mesmo com a queda das transferências do Sistema Único de Saúde (SUS), a Prefeitura ampliou os investimentos realizados na saúde. Nos primeiros quatro meses do ano, aplicou 22,5% das receitas provenientes de arrecadação no setor, percentual bem acima do mínimo constitucional de 15%. O montante representa R$ 616 milhões aplicados, sendo R$ 205 milhões acima do valor mínimo exigido por lei. No mesmo período do ano passado, o índice foi de 20%, demonstrando crescimento do investimento no setor em 2026.
“Salvador tem feito um esforço consistente para garantir que a população continue recebendo atendimento de qualidade, mesmo diante da redução de repasses da União. Temos ampliado o investimento com recursos próprios porque entendemos que cuidar da saúde do cidadão soteropolitano é prioridade absoluta da gestão. Esse equilíbrio entre responsabilidade fiscal e compromisso social é o que permite à cidade avançar com segurança”, afirmou a secretária da Fazenda, Giovanna Victer.
Além disso, o relatório também demonstra avanço no resultado nominal e a manutenção de um caixa robusto. A disponibilidade de caixa bruta passou de R$ 1,773 bilhão para R$ 2,048 bilhões nos últimos quatro meses, fortalecendo a segurança fiscal do município e garantindo maior capacidade para execução de políticas públicas e investimentos estratégicos.
A apresentação do Relatório de Gestão Fiscal cumpre determinação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), sancionada em 4 de maio de 2000.