Bahia Brasil
sexta-feira 11 de setembro de 2026

Ivoneide acusa campanha de ACM Neto de tratar mulheres como objeto

Foto: Divulgação

A deputada federal Ivoneide Caetano (PT) afirmou que a decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que proibiu a campanha de ACM Neto (União Brasil) de utilizar mulheres nuas, seminuas ou com o corpo pintado como adereço em atos políticos, confirma a gravidade da prática que ela havia criticado publicamente. Para a parlamentar, a determinação judicial deixa claro que a utilização do corpo feminino como instrumento de atração em eventos eleitorais não pode ser tratada como algo normal ou aceitável na política.

“Eu me manifestei porque aquilo era inadmissível e, agora, a Justiça Eleitoral reconhece que houve exploração e objetificação da figura feminina. Não se trata de uma questão menor, nem de uma simples escolha estética de campanha. Estamos falando de uma prática que reduz mulheres a objetos para chamar atenção em um ato político. A política precisa dar exemplo de respeito, dignidade e igualdade, não reproduzir comportamentos que reforçam a objetificação das mulheres”, afirmou Ivoneide.

A decisão do TRE-BA determina que ACM Neto se abstenha de repetir a conduta e estabelece multa de R$ 50 mil por ato de descumprimento. O relator, desembargador Mhércio Cerqueira Monteiro, reconheceu a exploração e a objetificação das mulheres exibidas durante uma carreata no bairro de São Cristóvão, em Salvador, e afastou o argumento de que o candidato não teria conhecimento prévio do ato.

Para Ivoneide, a decisão também reforça que candidatos e suas campanhas têm responsabilidade sobre o que acontece em seus atos eleitorais. “Quem organiza uma campanha tem responsabilidade pelo que apresenta ao público. Não adianta tentar se eximir depois que a repercussão negativa aparece. A Justiça deixou isso muito claro. Espero que essa decisão sirva de alerta para que o respeito às mulheres esteja acima de qualquer estratégia para chamar atenção ou conquistar votos”, completou a deputada.

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