Governador voltou a negar perseguir aliados que possam sinalizar apoio à pré-candidatura de Bruno Reis à reeleição
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) voltou a negar rumores sobre um suposto ‘caderninho do amor’ ao rebater uma declaração do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) de que sua intenção é “perseguir” aliados dispostos a apoiar Bruno Reis (União Brasil) na disputa pela reeleição ao Thomé de Souza.
Ao bahia.ba, o petista ironizou o político soteropolitano por ter escanteado o ex-prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (União Brasil), quando o aliado concorreu ao governo da Bahia, em 2018.
“O caderninho que estão colocando aí, o próprio deputado [estadual] Júnior [Muniz, do PT] disse que é o ‘caderninho do amor’. Eu tenho que responder: ‘é do amor?’ A gente não tem grupo de perseguição. Pra mim, a pior perseguição que pode existir é um prefeito do interior da Bahia apoiar o ex-prefeito como candidato a governador e depois ser abandonado. Quantos prefeitos não recebem nenhuma ligação? Será que ele vai ligar agora nas eleições municipais ou vai ficar abandonando?”, questionou Jerônimo durante um evento na sede da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), no Centro Administrativo da Bahia.
Ao responder ao ex-prefeito, o governador também mencionou a agenda de mais de 200 viagens feitas ao interior do estado.
“Enquanto isso, nós estamos tratando, cuidando. Duzentos e vinte e dois municípios visitados, fora os que a gente atende aqui. Independente de sigla partidária, se votou em mim se não votou. Estou precisando de mais tempo. Se eu pudesse aumentar a semana para nove, dez dias, eu faria, para poder correr a Bahia, atender as pessoa, receber empresas. Estou muito focado nisso. O Lula está dando uma pressão no Brasil para ver as coisas acontecerem, e eu preciso reagir nessa parceria com Lula e com os municípios”, acrescentou.